Tristeza × Depressão | Psicólogas em Cuiabá

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Como exemplo temos o luto, sendo a tristeza e a ansiedade reações necessárias e salutares diante das perdas, sejam elas de qualquer dimensão e natureza. Não existem dores maiores ou menores. No entanto, existe um tempo médio, algo em torno de dois a três meses, para que a dor do luto seja considerada normal e saudável. Se essa dor começa se estender por um longo tempo e se mantém de maneira intensa e incapacitante, ela terá grandes chances de, lentamente, transformar-se em um quadro de depressão clínica.  Logo, podemos entender que a tristeza é passageira e a depressão é crônica.

Um exemplo simples de avaliar a distinção entre a tristeza normal e a depressão é a autoestima da pessoa. Quando as pessoas estão vivenciando uma tristeza normal ou “fisiológica”, apresentam pensamentos negativos sobre a sua perda, mas não se veem incapazes de tocar a vida no presente e nem no futuro. Elas percebem que seus planos terão que ser refeitos, mas continuam com a capacidade de realizá-los. De forma diversa, as pessoas com depressão são dominadas completamente por pensamentos negativos que englobam sua autoimagem e todos os aspectos do seu presente e todas as possibilidades para o seu futuro.

É importante salientar também que qualquer pessoa, independentemente de
perdas significativas, pode se sentir triste de vez em quando. Desde que continue a levar sua vida, dando conta de seus afazeres, algumas oscilações de estado de espírito podem ser consideradas normais.

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Depressão

Quando falamos em depressão, não nos referimos às pessoas que estão passando por momentos de tristeza e que, em poucas semanas, melhorarão espontaneamente, mas sim àquelas cujos sintomas passam a interferir de forma significativa em sua vida, causando sérios prejuízos. A depressão é uma doença clínica que, muitas vezes, pode ser fatal. Mas apesar de ser tão comum, ainda encontramos grandes dificuldades em diagnosticá-la e, dessa forma, reconhecê-la. Sem esse reconhecimento, os tratamentos adequados não podem ser efetuados e, quando o são, costumam começar quando a doença já apresenta certo grau de cronicidade.

A maioria das pessoas acha que a depressão é um problema simples de ser diagnosticado, mas a elas terei que dizer de maneira simples e assertiva: “Ledo engano!”. De simples, a depressão não tem nada. Desde a forma como ela se apresenta, passando pelas faixas etárias acometidas, pelas variadas e interligadas causas, por suas roupagens primárias, ou ainda pela presença de doenças físicas como quadro secundário, até as diferentes respostas terapêuticas apresentadas pelos pacientes.

Depressão Clássica

A depressão clássica, também conhecida como transtorno depressivo maior, depressão unipolar ou depressão clínica, é a forma mais comum da doença depressiva. Ela se caracteriza por mudanças de humor com duração mínima de duas semanas, cujos sintomas essenciais são:

Sentimento de tristeza e pesar Perda do interesse em atividades previamente consideradas agradáveis

Para que a depressão clássica seja identificada, é essencial que um ou ambos os sintomas citados estejam presentes. No entanto, também podemos encontrar pelo menos quatro dos seguintes sinais e sintomas descritos abaixo:

  • Alteração do sono (insônia ou excesso de sono)
  • Perda ou aumento de peso (ambos de modo significativo)
  • Pessimismo obsessivo relacionado a acontecimentos negativos pessoais ou a familiares, o que configura o estado de humor pessimista
  • Sentimentos de desesperança e impotência
  • Atividade motora mais lenta ou mais agitada
  • Perda de energia e muito cansaço
  • Estado emocional de apatia ou intensa irritabilidade
  • Dificuldade de atenção, concentração e memorização
  • Perda da autoestima e sentimentos de culpa sem motivos aparentes
  • Redução ou perda do desejo sexual
  • Pensamentos recorrentes de morte ou de suicídio

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